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Abelhas

HISTÓRIA

O mel foi a primeira substância adoçante conhecida da Antiguidade segundo a Bíblia era uma das duas dádivas da Terra da Promissão (a outra era o leite).
A apicultura que é a criação de abelhas melíferas (produzem mel), já é praticada a muito tempo, os egípcios documentaram isso pela primeira vez no ano 2600 a.C, por meio de inscrições funerárias nas pirâmides!!!

A antiga apicultura era pouco rendosa: realizada em colônias fixas de barro, madeira ou palha, apresentava dificuldades para a coleta do mel, acarretando a destruição dos favos e danificando a colméia.

Em meados do século XIX, dois apicultores criaram o sistema de caixilhos removíveis, o que deu grande impulso a essa atividade. Esses caixilhos, onde as abelhas constroem os favos, permitem ao apicultor acompanhar seu trabalho e proteger as abelhas de doenças ou inimigos. Feitos de madeira, são dispostos paralelamente na caixa quadrangular (o cortiço), que também é de madeira.

CARACTERÍSTICAS

O corpo de um desses indivíduos que raramente ultrapassa 3,75 cm de comprimento é constituído de três partes: cabeça, tórax e abdômen, dois grandes olhos facetados e três pequenos olhos simples, e a boca compreende um lábio inferior móvel, um par de mandíbulas que servem para a colheita do pólen e mastigação da cera, e uma trompa complicada, formada pela língua, pelo lábio inferior e pelos dois maxilares, com a qual sorvem a água e os néctares das flores. O tórax das abelhas obreiras tem três pares de patas, tendo as duas posteriores uma colher ou fosseta escavada na tíbia,onde as abelhas acumulam o pólen e o própolis; nos fémures de todas as patas vêem-se uns tufos de pelos ou escovas, que servem para colher o pólen, e também sobre as tíbias outros tufos de pelos que servem às abelhas para limpar os olhos e as antenas quando estas se sujam de pólen. As fêmeas possuem um ovopositor na extremidade do abdômen, que é utilizado para depositar os ovos e contém um ferrão para picar os inimigos. Prendem-se no tórax dois pares de asas. O abdômen é formado por seis anéis, pouco móveis, entre os quais e na face central se encontram quatro pares de glândulas que segregam a cera. O aparelho digestivo das abelhas é formado pelo esôfago, que continua a trompa pelo papo, onde se acumula o mel até que a abelha até que a abelha o lança no fundo do favo, pelo estômago e pelo intestino. Como órgãos anexos tem este aparelho várias glândulas salivares, das quais o primeiro par produz uma saliva que, misturada com o mel e o pólen, serve para fazer um caldo ou papa com que são alimentadas as larvas, um segundo par, cuja saliva serve para melaxar a cera, e um terceiro par, cuja secreção a abelha mistura ao mel juntamente com uma gota de ácido fórmico, para que melhor se conserve nos favos. Este ácido fórmico é elaborado numa glândula localizada na base do aguilhão ou dardo, e constitui a base do veneno injetado pelo aparelho vulnerante da abelha, quando esta agride.

ESPÉCIES

As abelhas pertencem a ordem dos Himenópteros, da qual também fazem parte as formigas e as vespas. Existem abelhas de muita espécies; nem todas são sociais ou seja, nem todas vivem em colônias.

Ao contrário do que se pensa, a maioria delas se compõe de abelhas solitárias, que constroem seu ninho em ocos de árvores ou embaixo da terra. Já as abelhas sociais vivem juntas em grandes colônias de indivíduos e seus ninhos são chamados colméias.

A espécie primeiramente conhecida e que se encontra mais espalhada na Europa é a Apis Melifera. Esta abelha tem-se propagado  nos últimos séculos pelas duas Américas, Austrália e África do centro e sul, constituindo a base das explorações apícolas nesses continentes.

Só as abelhas sociais são domesticáveis e destas a Apis mellifera é a espécie mais utilizada na produção comercial de mel, juntamente com as subespécies carnica (abelha cárnica) remipes (abelha caucásica), ligustica e aurea (duas variedades de abelhas italianas) e adansonii (abelha africana).

Abelha Rainha
Destas diferentes abelhas é a rainha a maior; tem as asas curtas e o abdômen volumoso e um aguilhão inofensivo. A rainha distingue-se das obreiras pelo seu abdômen comprido e fino, pelas asas bem sobrepostas, as patas compridas e a cabeça relativamente pequena.

Ela vive muito mais tempo que os outros membros da colônia, vários anos por vezes. Depois de ter sido fecundada não torna a sair da colméia, a não ser em enxame.

Zangão
Abaixo da rainha são os zangões os habitantes mais corpulentos da colméia e não têm aguilhão. O zangão é um macho fértil. Não trabalha e a sua única função é fecundar uma jovem rainha virgem quando se proporcionar ocasião para isso.

É maior que a obreira,caracterizando-se por um abdômen grosso e volumoso, asas e olhos grandes. Começam a aparecer na colméia em fins de Abril e são normalmente eliminados em Agosto e Setembro, quando começa a deixar de haver néctar.

Obreiras
As operárias ou obreiras são todas as outras abelhas fêmeas da colméia. Além disso, a operária em sua última fase de vida dedica-se a limpar a colméia, a fazer curtos vôos de treinamento nos arredores e a prestar seu “serviço militar”, permanecendo de guarda junto à entrada e ferroando os intrusos.São fêmeas de desenvolvimento incompleto que, como o nome indica, fazem todo o trabalho da colméia.

E os deveres mudam com a idade: 1 a 3 dias- Limpar e polir as células 1 a 3 dias- Alimentar as larvas mais velhas 6 a 8 dias- Alimentar as larvas mais novas 8 a 12 dias- Alimentar e cuidar da rainha 12 a 15 dias- Limpeza da casa 15 a 18 dias- Segregação da cera e construção dos favos 18 a 20 dias- Guarda da colmeia 21 dias em diante- Procura de pólen, néctar, água e própolis.

No verão a vida de uma obreira é muito curta, cerca de seis semanas. Pode dizer-se que morrem por excesso de trabalho, pois a atividade necessária para a produção do mel é prodigiosa. Uma colônia de dimensão média (40.000 abelhas no verão) pode recolher e consumir 45 kg de pólen e produzir 180 kg de mel, consumindo entre 135 e 157 kg desse mel.

Embora a picada da abelha não seja extraordinariamente perigosa, convém atenuar os seus efeitos dolorosos e incomodativos. E para isso, ainda que se desconheça qualquer remédio de absoluta eficácia, principalmente porque quando se chega a intervir já o veneno entrou na corrente circulatória, aconselha-se o seguinte: arrancar imediatamente o ferrão e esfregar o ponto picado com salsa ou com uma cebola cortada. No caso de diversas picadas, deve aplicar-se sobre a região atacada compressas de água fria salgada ou levemente avinagrada. Aplicam-se picaduras de abelha no tratamento do reumatismo crônico.

NÉCTAR E PÓLEN

Na evolução da vida, as abelhas surgiram há cerca de cem milhões de anos, junto com o desenvolvimento das flores. Desde então, esses dois grupos biológicos mantêm intensa relação de dependência recíproca (simbiose): a abelha encontra nas flores o néctar e o pólen indispensáveis à sua sobrevivência; por sua vez, uma parte do pólen adere ao seu corpo e é transportada para longe, onde irá fecundar outra flor.

Já o néctar vai para o papo ou “estômago de mel” da abelha, onde a ação de enzimas salivares inicia sua transformação em mel. Levado para a colméia, este é expelido e armazenado nas células.

COLÔNIA

As abelhas sociais vivem em enxames, que são formados por três espécies de indivíduos: as mães, abelhas mestras ou rainhas, os zangões ou machos e as obreiras. A quase totalidade da população do enxame é formada pelas obreiras, que são fêmeas com o aparelho genital atrofiado, além destas, notam-se alguns zangões ou machos, e uma única fêmea fecunda (normalmente), que é a rainha.

Uma colônia próspera de abelhas é constituída no verão por uma rainha,  cerca de 80.000 obreiras e algumas centenas de zangões. Além disso os favos em que a colônia vive contém ovos, larvas, mel e pólen. Em pleno inverno a colônia é muito diferente, consistindo numa rainha e num número de obreiras muito inferior, cerca de 20.000, e os zangões terão desaparecido.

Não haverá provavelmente nem ovos nem larvas, mas mel e  pólen suficiente para assegurar a sobrevivência até à primavera.

É a rainha que põe os ovos, para o que é fecundada apenas uma vez em toda a sua vida, saindo para isso em vôo nupcial com um dos zangões, cinco a nove dias depois de ter saído do favo. Ao regressar a rainha fecundada à colméia, as obreiras matam ou expulsam os zangões por inúteis, e inicia-se a postura.

A mestra põe por dia cerca de 3.000 ovos; a postura de uma rainha, cuja vida normal é de 4 ou 5 anos, pode durar 140 a 150 dias por ano, iniciando-se pela primavera. Destes ovos nascem novas obreiras, cuja vida é ativíssima durante o verão, pelo que só duram 35 a 40 dias, mas que no fim do outono podem hibernar, durando então 150 dias.

A sua outra função na colméia é a produção de uma substância especial, a que se chama «geléia real», que as obreiras lambem diretamente do seu corpo e passam umas às outras.

Esta substância parece ser essencial para a manutenção do moral e da coesão da colônia.

APICULTURA

Chama-se apicultura à criação de abelhas para fins comerciais, sendo designado quem a exerce por apicultor.
Caso único de domesticação de um inseto, a apicultura pode ter quatro objetivos: produção de mel, de geléia real, de cera e de rainhas para novas colméias.

Nos dois primeiros casos ela pode ser ambulante ou estacionária.
Na apicultura ambulante, o apiário é deslocado periodicamente de região para região, à procura de novas floradas.

Adotado nos Estados Unidos, esse sistema já era conhecido pelos antigos egípcios, que navegavam o Nilo com balsas cheia de cortiços, acompanhando as fases das enchentes do rio e as sucessivas floradas em suas margens. Já na apicultura estacionária, o apiário permanece sempre no mesmo local.

Além dos caixilhos móveis, a apicultura conta com uma série de recursos técnicos que facilitam o trabalho e aumentam a produtividade das colméias.

Um deles é a centrifugadora radial de mel. Nesta, os caixilhos são colocados com a parte inferior voltada para o eixo da máquina e o mel é expelido dos favos por um movimento uniforme de centrifugação. Outros utensílios necessários às operações de coleta são: véu de proteção para o rosto do apicultor; luvas de couro; fumegador para acalmar as abelhas; trincha para retirar os insetos que se mantêm presos aos favos; rede eliminadora destinada a permitir a saída das abelhas da colméia, impedindo seu retorno; recipientes para filtrar e conservar o mel; caixilhos de reserva; coletora de resíduos; xarope para reforçar a alimentação das abelhas nos períodos de escassez de flores.

Para aumentar ainda mais a produtividade das abelhas, costuma-se aplicar aos caixilhos cera moldada ou laminada, de forma a diminuir o tempo gasto na preparação dos favos.

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