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Doenças em Peixes – Ictioftriìase ou Ìctio

Produzida pelo Ichthyophthyrius multifilis, um parasita de meio milímetro de comprimento. É uma das doenças mais temidas pelos aquariófilos pela rapidez com que se propaga, podendo infectar todos os habitantes de um tanque em questão de dias. Esse parasita vive na epiderme dos peixes, alimentado-se de seus glóbulos vermelhos e de suas células epiteliais. O peixe se apresenta todo cheio de pontinhos brancos (que não são os parasita mas sim as inchações provocadas pela irritação e reação dessas células) , sacode-se rebolando-se sem sair do lugar, perde o colorido, fecha as nadadeiras, e se esfrega nas plantas e pedras. Quando estes sintomas se manifestam temos certeza de que estamos enfrentando o íctio e que são necessárias providências imediatas, para não perdermos todos os peixes.

O parasita não pode ser combatido dentro do peixe, mas felizmente tem que abandoná-lo para reproduzir-se. É então que devemos atacá-lo, pois se não for morto nessa altura se enfiará no fundo da areia, onde se multiplicará por divisão, e dois dias depois legiões de novos parasitas subiram as águas para procurar novas vítimas, onde possam alojar-se, alimentar e crescer. A quantidade de filhotes que esse parasita pode produzir por divisão é tremenda, podendo chegar a 1.200 novos parasitas. Em água sem peixes os parasitas morrem em poucos dias, de modo que se num aquário habitado essa praga se declara é por que foi introduzida por algum peixe ou planta oriunda de águas já contaminadas.

O melhor remédio é o azul de metileno a 1% misturado à água do aquário até esta tomar cor ligeiramente azulada. O mercúrio cromo, em solução “standart”, na proporção de uma gota para cada cinco litros de água, também dá bons resultados. Repetir o tratamento a cada dois dias durante uma semana, deixando desligado o filtro. Aumentar ligeiramente a temperatura da água, pois isso encurta o tempo de permanência do parasita no peixe, forçando a sair para reproduzir-se. Na proporção indicada o azul de metileno é completamente inofensivo até para os menores peixes, parecendo que apenas ataca as plantas. Alguns autores recomendam o tratamento por atebrina ou quinino, mas estas drogas afetam os orgãos reprodutores dos peixes chegando a esterilizá-los. Se bem que seja, como vimos anteriormente, doença muito contagiosa, não chega a causar mortes no aquário se controlada em tempo.

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