Risco de extinção
Alguns animais em risco de extinção
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Imagine que só existam outras 250 pessoas além de você no mundo, e que vocês sejam
responsáveis pela continuação da raça humana. Pois é exatamente essa a situação de diversas espécies
animais e vegetais que habitam nosso planeta. Por isso a World Wildlife Fund (WWF), uma das maiores
organizações ambientalistas do mundo, criou a "Lista Vermelha", relatório que aponta as espécies mais
ameaçadas pelo mundo e quanto elas correm risco. Ela serve de alerta para a situação desesperadora de
inúmeros animais.
Segundo a "Lista Vermelha", as espécies vulneráveis são aquelas que estão prestes a ser consideradas em
perigo se a situação atual não se alterar. Como sua sobrevivência não está garantida, elas correm risco
de extinção. Entram nessa classificação espécies com menos de 10 mil adultos, como lobos-guarás, que
podem perder 10% de sua população em aproximadamente 10 anos.
Projetos que auxiliam a vida
É impossível dizer com precisão quantas espécies animais e vegetais correm o risco de extinção no mundo. Só no Brasil, sabe-se que são mais de 300, um número vergonhoso para um país com tanta variedade biológica. A maior esperança de auxílio às espécies ameaçadas vem do trabalho feito por organizações de defesa ambiental, formadas por profissionais ou voluntários interessados em contribuir com a preservação da vida no planeta
Criado em abril de 1995, o Projeto Mamíferos Marinhos é uma entidade sem fins lucrativos. Mas conhecido como Mama, tem como prioridade incentivar a proteção desses animais na costa do estado da Bahia. O projeto estuda o comportamento de baleias, botos e golfinhos, analisa a influência das atividades humanas sobre essas espécies e desenvolve trabalhos com pescadores e moradores locais explicando-lhes a necessidade de preservação da natureza. Assim, a entidade vem ajudando a reduzir o risco de extinção que atingia os animais da região.
Conhecida no Brasil como Fundo Mundial para a Natureza, a WWF está presente no país desde 1971. Ela atua em diversas regiões em que a natureza corre perigo, como a Amazônia e o Pantanal Mato-Grossense. O cerrado, área do Centro-Oeste, e a Mata ATlântica, do Sudeste, são lugares em que a WWF também desenvolve projetos que buscam o equilíbrio entre a atividade humana e o ambiente. Dentre seus trabalhos, destaca-se a atuação no projeto de recuperação dos micos-leões-dourados.
O Projeto Tigre foi criado na Índia para salvar os tigres, em risco de extinção por causa da caça e da devastação das florestas onde vivem. Algumas espécies já foram extintas, como os tigres de Bali e de Java, ilhas asiáticas. Em 1930, havia cerca de 40 mil tigres no mundo. Em 1972, quando foi criado o projeto, restavam apenas 1.800. Com a caça proibida e a criação de reservas, em 1990 o número de tigres aumentou para 5 mil. Mas os chineses acreditam que eles têm poderes medicinais e voltaram a caçá-los para fazer remédios.
Devastação Cruel
Grande parte das espécies ameaçadas encontra-se nessa situação, por causa do desrespeito de muito gente
pelo meio ambiente. Afinal, o desmatamento, as queimadas e a poluição, entre outras coisas, agridem os
locais em que essas espécies vivem e modificam seu modo de vida, levando algumas delas à morte. O que
falta a muitas pessoas é perceber que a nossa vida depende do equilíbrio ecológico.
Nas queimadas, os animais sofrem com a destruição do seu abrigo e de suas fontes de alimento e ainda a
queimada libera gases tóxicos que ficam na atmosfera; a chuva ácida, na maioria das vezes é provocada
pelas industrias que liberam vários gases poluentes que se concentram na atmosfera, aí quando chove esses
gases se misturam com a água, voltando à Terra; outros gases que uma industria libera, como o carbônico
e o metano, ajudam no efeito estufa, que poderá ocorrer, nos próximos 50 anos, gigantescas chuvas nas
áreas tropicais, derretimento do gelo dos pólos, causando inundações e clima de até 4ºC no planeta.
Há também hábitos de matar animais por prazer, como enfeitar a sala, causar botas de couro, jaquetas, etc,
por esporte e por hobbie de gostar de armas ou atirar. Há também a pesca e a caça para nos alimentarmos.
Isso sem falar em crimes ambientais, tráficos de animais proibidos de caça ou apreensão como os canários-da-terra,
e outros vários pássaros, papagaios e o mico-leão-da-cara-dourada e tartarugas.
Segunda Chance
Muitos grupos de animais já estiveram bem próximos da extinção. Felizmente, alguns deles puderam receber uma segunda
chance e vêm dando sinais animadores de recuperação. É bem verdade que a ameaça ainda ronda essas espécies. Mas para
quem quase desapareceu para sempre, qualuqer melhora na situação pode e deve ser comemorada. Cabe a todos nós continuar
lutando pela preservação dessas espécies.
Em Risco na África
A África é o continente que abriga a maior variedade de animais de grande porte. Nessa parte do mundo, a
luta pela vida também se faz presente. Caçadas por esporte nos inúmeros safáris que acontecem em alguns
países, ou por interesses puramente comerciais, algumas espécies africanas também se encontram em perigo
de extinção. Rinoceronte, Elefante Africano, Gorila das Montanhas
Problema Mundial
O mundo todo vive com o problema das espécies ameaçadas. Na Ásia, na Oceania e até mesmo no Pólo Norte,
grupos ambientalistas também seguem lutando para garantir o direito à vida de diversos animais, que
correm risco de extinção pelos mais variados motivos. Urso-Polar, Panda Gigante, Elefante Indiano, Coala.













