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Animais na Piscina!?

É importante salientar ao leitor a importância de manter a higiene adequada de suas piscinas em relação a diversas doenças que podem acometer humanos e animais. As doenças podem ser consideradas zoonoses (acometem animais e são transmissíveis ao homem – e vice-versa) e antropozoonoses (acometem o humano e são transmissíveis aos animais).

Uma recomendação é não permitir o acesso de animais domésticos (cães e gatos) e silvestres (principalmente roedores) às piscinas. Mesmo que estes sejam pertencentes à família – no caso dos animais domésticos – pois, sendo irracionais, eles não tem comportamento higiênico adequado.

Uma das principais doenças veiculadas pela água é a leptospirose, transmitidos pela urina de ratos e roedores silvestres contaminados pela Leptospira. Cães que estejam contaminados pela leptospirose podem transmitir essa doença para os humanos por meio da urina. As águas de chuva podem carregar a Leptospira para a água da piscina, contaminando-a. Existem também outras vias de infecção desta doença tais como: contato da pele ou membrana mucosa com a urina contaminada e, em menor probabilidade, pelo alimento. Portanto, deve-se condicionar os cães a eliminarem seus dejetos em lugares distantes das piscinas, onde as águas pluviais não os conduza para o tanque de natação.

Existem outras patologias que também podem ser transmitidas ao homem e aos animais tais como:

Micoses (doenças transmitidas por fungos): Candidíase (Candida albicans), que causa dermatites (problemas de pele) e vaginites (mulher), assim como a Malassesia pachidermatis e Malassesia restricta. Estes fungos são resistentes à ação do cloro. A criptococose (causada pelo fungo Criptococcus) é outro fungo, encontrado nas fezes de pombos, de onde podem contaminar o homem, dando horigem a infecção pulmonar e meningite.
Infecções bacterianas principalmente por Staphilococcus aureus (bactéria presente em microbiota da pele), que é um dos principais indicadores de poluição de piscinas (muito freqüente em piscinas públicas) e também pelos chamados Coliformes fecais.
Infecções transmitidas por protozoários, como Criptosporidiose e a Giardíase, que podem ser transmitidas por meio de fezes contaminadas de cães e gatos. Essas doenças normalmente são mais encontradas em humanos e contaminam os prórpios humanos, sendo muito freqüentes em piscinas públicas onde as crianças defecam na água. Um dos sinais clínicos mais comuns são febre e diarréia.
Infecções parasitárias, “verminoses” (por Toxocara e Ancylostoma), essas são as mais freqüentes encontradas em dejetos de cães em solos arenosos pois, em contato com o cloro da água da piscina, são facilmente inativadas.
Medidas preventivas
Se, mesmo diante dos riscos, você decidir permitir que seus animais de estimação entrem na água da piscina, procure assegurar-se de algumas medidas preventivas importantes, como:

manter a água da piscina sempre muito bem tratada, especialmente quanto ao residual de cloro livre (que inativa facilmente a grande maioria dos microorganismos);
sempre fazer uma oxidação de choque logo após o uso da piscina pelos animais;
freqüentemente, coletar amostra da água e enviá-la para análise tanto físico-química quanto bacteriológica;
submeter os animais a exames médicos periódicos;
efetuar as vacinas completas (V-8 e anti-rábica) com reforços anuais ou nas áreas epidêmicas a cada seis meses (existem no mercado vacinas específicas contra leptospirose);
retirar comedouros e bebedouros dos animais após as refeições; limpá-los e guardá-los pelo menos duas vezes ao dia, evitando assim que roedores sejam atraidos pelos restos alimentares;
manter a higiene de seus animais de estimação, fatos que pode evitar o aparecimento de doenças pela eliminação das fezes e outras sujeiras impregnadas na sua pelagem, vermifugá-los semestralmente com remédios anti-parasitários e, quando manifestarem algum problema de saúde, encaminhá-los para um profissional qualificado (médico veterinário) para serem devidamente tratados.
Medidas corretivas
Quando pequenos animais – como ratos, sapos e outros – forem encontrados mortos na piscina, retire seus restos com uma peneira e imediatamente faça uma oxidação de choque com 50ppm (50g/1.000 litros de água) de POOL-TRAT Cloro Granulado Genco ou GRENCLOR Granulado. Se a água apresentar turbidez, adicione também a dosagem recomendada do Clarificante e Auxiliar de Filtração GENFLOC. Mantenha a filtração por 6 a 8 horas seguidas para que o cloro atinja todas as partes e equipamentos da piscina.

Bibliografia:
Correa, W.M., Correa, C.M. Enfermidades infecciosas de mamíferos domésticos, 2ª ed. Ed. Nedsi, 1982.
Fraser, C.M. Manual Merck de Veterinária, 7ª ed., São Paulo, Ed. Roca, 1997.
Gregory Juckett, M.D. Pets and Parasites American Family Physician vol. 56, nª7, 1997
Guia completo de tratamento de águas de piscinas residenciais Genco Química Industrial, 1ª edição, Nov. 2000.

Referência:
POOL-LIFE/REVISTA DA PISCINA nº55

Autoria do Artigo:
Fabiana Yukie Icassati Takahashi – Méd. Veterinária
Janete Yamana – Méd. Veterinária

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  1. Lisa Insonia 01/02/2015 às 18:35

    Olha nem me fala de ficar nervosa, passei por situa

  2. Marilda Cervical 01/02/2015 às 17:49

    No meu caso o que me deixou nervosa de verdade foi uma pequena protus

  3. Silvia 19/10/2014 às 20:54

    Bom dia!

    Gostaria de saber qual é a medida corretiva adequada quando fezes de pombos caíram na água da piscina.

    Obrigada,

    Silvia

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