Informações sobre o Gavião Real
HISTÓRIA
Seu nome científico é Harpia harpyja. O
gavião-real, também conhecido como harpia, é a maior ave de rapina do Brasil e do
mundo. Além de maior, é considerada uma das mais interessantes e raras aves pois vive
solitária, exceto na época de acasalamento, e exige uma extensa área para sobreviver
(cerca de 50 km2 de floresta para cada ave ).
A harpia vive em montanhas, nas margens de rios e lagos e até mesmo à beira-mar. Sua
localização vai do sul da América Central até o Paraguai, com preferência das áreas
tropicais. No Brasil, ainda hoje, essa espécie é encontrada na Amazônia, nos
Estados do Paraná e Rio Grande do Sul, além de algumas florestas da Mata Atlântica.
Seus hábitos são diurnos e o comportamento classificado como sedentário.
A predileção alimentar da harpia abrange desde moluscos, crustáceos e peixes até
serpentes, lagartos, alguns pássaros e alguns mamíferos, como a preguiça (seu alimento
favorito). A harpia é a principal inimiga dos psitacídeos (Araras, cacatuas e
papagaios).
CARACTERÍSTICAS
A harpia pode atingir 1,15 m de comprimento e 2,5 m de envergadura. Seu peso
varia de 4,5 a 10 quilos. Possui uma plumagem densa nas costas e macia no lado ventral. Os
tarsos são grossos e não emplumados. As pernas são curtas, e os pés e garras
suficientemente fortes para permitir à ave carregar mamíferos pesados. A cor
predominante é o cinza e o seu grande topete é responsável pela denominação de
gavião-real. A ave adulta apresenta um colar preto de penas no pescoço.
A principal característica: Também presente em todas as aves de rapina diurnas é a
profundidade da visão. O poder de resolução da vista do gavião chega a ser oito vezes
mais potente que o do homem. Mas, como nem tudo é perfeito, a mobilidade do olho na
órbita é reduzida , o que obriga a ave a virar constantemente a cabeça para adquirir
noção do conjunto.
ACASALAMENTO E FILHOTES
A harpia é monógamo e de pouca sociabilidade. Também apresenta dimorfismo,
isto é, a fêmea é maior que o macho. Aliás, entre águias, falcões e gaviões, o
dimorfismo normalmente é mais acentuado quanto mais ferozes e agressivas forem as
espécies. Geralmente solitário e diurno, a harpia voa bem entre 50 e 100 metros acima
das copas das árvores e plana bastante. Tanto em ataques como para chamar a atenção do
sexo oposto, as aves escancaram as asas, estendem os artelhos, levantam a crista e eriçam
as penas. Muitos acipitrídeos executam verdadeiras acrobacias no ar. Para os solteiros, o
balé aéreo serve como artifício de sedução e, para os acasalados, fortalecimento do
elo de união.
A nidificação é bastante variada, desde plataformas de gravetos em árvores ou
rochedos, até mesmo no chão duro. De dois ovos, apenas um filhote nasce após 56 dias de
incubação realizada pela fêmea. Quando este rompe a casca, a fêmea que então cuidava
do ovo e do ninho sai para exercitar-se e caçar, enquanto o macho cuida do filhote e
afasta possíveis intrusos do local. Os filhotes chegam a ficar de quatro a cinco meses no
ninho exercitando as asas e fortalecendo a musculatura. Ainda por dois anos, após
deixarem os ninhos, dependem muito dos pais, quando começa o aprendizado de caça. A
maturidade chega entre oito e dez anos.Embora seja fácil sua adaptação, dificilmente
conseguem reproduzir-se em cativeiro. O zôo melhor sucedido é o de Berlim, na Alemanha,
onde são realizadas reproduções a cada dois anos.
ESPÉCIE
A família da harpia (acipitrídeos) é a mais complexa de todas. Há uma
grande variedade de formatos e dimensões, onde estão inclusas as várias espécies de
gaviões. São 208 tipos no mundo, sendo 90 brasileiros. A águia é uma das mais
versáteis e ágeis da família, chega a pesar sete quilos e exibe envergadura de tamanho
igual ao da harpia: 2,5 m. Ao contrário da crença popular, nem todos os gaviões são
carnívoros, há os insetívoros e até mesmo os vegetarianos.
Topo da cadeia alimentar, a harpia não tem nenhum inimigo natural. Seu único predador é
o homem. É justamente a capacidade humana de destruir fatias imensas de matas, eliminar
santuários selvagens e empobrecer o espectro da fauna que colocou em evidência e trouxe
para o foco da ciência esse animal típico da mata fechada, tradicionalmente oculto e
protegido, e agora em processo de extinção.














