Cavalos marinhos
HISTÓRIA
Seu nome
científico é Hippocampus hippocampus da classe dos Osteichthyes da ordem dos
Gasterosteiformes e da família Syngnathidae. São animais marinhos e estuarinos; bentônicos, com uma
espécie pelágica, presentes até os 90 m de profundidade.
O nome deste peixe vem da
semelhança de sua cabeça com a do cavalo. Nada com o corpo em posição vertical e a
cabeça para frente, movimentando-se pela vibração das barbatanas dorsais.
O
cavalo-marinho tem cerca de 15 centímetros de comprimento. O tronco e a cauda são
recobertos por anéis. A cabeça é separada do tronco por uma espécie de ''pescoço''.
ALIMENTAÇÃO
A cauda, longa e preênsil, permite-lhe agarrar-se às plantas submarinas enquanto come pequenos
crustáceos. Alimentos que não se movimentam não serão comidos pelos cavalos-marinhos.
Na natureza ficam presos à corais e gorgônias com suas caudas. Somente nadam em busca de
alimento quando há falta deste.
Adaptam-se bem em aquários comunitários com outros
peixes pequenos e lentos, mas não deverá ser colocado em aquário com invertebrados.
(alguns invertebrados o atacam e outros são atacados pelo cavalo-marinho)
HABITAT
Vive nos
fundos aquáticos, arenosos ou lodosos, em profundidades que variam de 8 a 45 metros. Seu habitat
preferido são os campos de algas.
A área de distribuição do cavalo-marinho inclui o
Oceano Atlântico, Índico, Pacífico e Mediterrâneo.
O Brasil comporta duas espécies
das 32 existentes: Hippocampus reidi e H. erectus.
REPRODUÇÃO
É o macho que fica grávido, a fêmea deposita os óvulos numa bolsa da região ventral; ali eles
são fecundados e depois incubados durante dois meses. O cavalo-marinho tem cerca de 15
centímetros de comprimento.
Quando os ovos eclodem, o macho realiza violentas
contorções para expelir os filhotes. Ao nascer, estes são transparentes e medem pouco
mais de 1 centímetro.
PESCA ABUSIVA
A pesca abusiva tem diminuído os estoques naturais de cavalos
marinhos em todo o mundo. A China é o maior consumidor deste peixe em termos
farmacéuticos, seguida por Taiwan, Hong Kong e Singapura.
Dados brasileiros sobre pesca de peixes ornamentais marinhos não são conhecidos ou
divulgados. Não há controle sobre a pesca para o comércio interior ou para a
exportação e não existe lei, em âmbito nacional, de proteção a tais peixes.
Entretanto, sabe-se que a pesca do cavalo marinho é abusiva. Os locais de criadouro
natural não são respeitados, nem idade ou sexo dos espécimes coletados.
São jovens que
saem do mar antes de estarem aptos a reproduzir, bem como adultos maduros sexualmente e
muitos machos já grávidos, que invariavelmente perdem seus filhotes, ainda dentro da
embalagem plástica de viagem, devido ao estresse a que são submetidos, ou nos aquários
das lojas que não são adequados a recebê-los.














